A atividade econômica em 2026 deve “herdar” o movimento de desaceleração da economia, iniciado em 2025, com o freio do juro alto segurando a inflação, e os estímulos fiscais e de crédito impulsionando o país. As principais casas de análise, executivos do mercado financeiro e economistas convergem para um cenário de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) próximo de 1,7% – abaixo dos 2% projetados para 2025. Mas, há um alerta: os riscos de uma inflação persistente ainda rondam o país, e o início do corte de juro não fará com que ele caia a patamares que estimulem a economia, devendo terminar o ano em torno de 12% a 12,75%, um percentual ainda bastante restritivo. Para o próximo ano, a palavra de ordem é cautela, mas sem pessimismo exagerado. O cenário base desenhado por grandes instituições aponta para uma atividade que perde fôlego em relação a 2025, mas que encontrará estímulo por meio das medidas governamentais que devem surgir em todas as esferas – municipal, estadual e federa...
A esperada queda na taxa Selic que ainda não veio tem gerado burburinho no mercado, com alguns economistas vislumbrando um patamar de 12,25% até o final de 2026 . Para o brasileiro que sonha com a casa própria, a expectativa levanta uma questão crucial: vale a pena esperar por juros mais baixos ou é melhor se adiantar ao movimento? Em um país com histórico de taxas elevadas, onde a Selic orbita em torno da média de 13%, a cautela é natural. No entanto, especialistas ouvidos pelo InfoMoney alertam que a espera pode custar caro. O Peso Atual dos Juros Atualmente, as taxas de financiamento imobiliário (usando recursos do Sistema Brasileiro de Poupança) nos grandes bancos estão em um patamar médio que parte de cerca de 11,29% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR) . A TR, que corrige o saldo devedor, está em torno de 1,97% no acumulado dos últimos 12 meses. Um cenário como esse resulta em uma taxa efetiva anual de 13,26%, sem contar outras taxas cobradas por instituições finance...