Remédios para emagrecer podem fazer aéreas dos EUA economizarem US$ 580 milhões/ano

Redação

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Medicamentos para perda de peso, como o Ozempic, transformaram a vida de milhões de pessoas com tratamentos de fácil aplicação e resultados rápidos.

Agora, ao que parece, os quilos perdidos também podem trazer um benefício inesperado para as companhias aéreas: custos menores com combustível, já que passageiros mais magros reduzem o peso total das aeronaves.

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De acordo com um estudo publicado na semana passada pela Jefferies, uma empresa de serviços financeiros, as quatro maiores companhias aéreas dos Estados Unidos — American Airlines, Delta Air Lines, Southwest Airlines e United Airlines — poderiam, juntas, economizar até US$ 580 milhões por ano em combustível graças aos medicamentos para perda de peso, conhecidos como GLP-1.

Sheila Kahyaoglu, analista de ações da Jefferies e uma das autoras do estudo, afirmou que as conclusões não a surpreenderam, pois as companhias aéreas já buscam qualquer forma de reduzir o peso de suas aeronaves.

“É lógico que o peso dos passageiros também afete os custos”, disse ela.

Um em cada oito adultos nos Estados Unidos afirmou estar usando um GLP-1 em uma pesquisa realizada em novembro e publicada pela KFF, uma organização sem fins lucrativos de pesquisa em saúde.

O combustível está entre os maiores gastos das companhias aéreas. O estudo da Jefferies estima que as quatro empresas consumirão juntas 16 bilhões de galões de combustível em 2026, a um custo total de US$ 38,6 bilhões, quase 20% de suas despesas totais.

A economia gerada por passageiros mais magros corresponderia a apenas 1,5% dos custos com combustível. Ainda assim, companhias aéreas e pilotos precisam analisar até as menores mudanças no peso e no balanceamento de uma aeronave, e uma carga mais leve significa que cada jato queima menos combustível para gerar a força necessária para voar.

Os investidores também poderiam se beneficiar: os pesquisadores estimaram que uma redução de 2% no peso das aeronaves poderia aumentar o lucro por ação em cerca de 4%.

Kahyaoglu disse não esperar que as companhias aéreas comprem menos combustível de aviação como resultado das conclusões do estudo. Mas afirmou que os medicamentos para perda de peso podem, eventualmente, levar a mudanças na forma como as companhias aéreas geram receita adicional, especialmente se os passageiros passarem a comprar menos lanches.

No passado, companhias aéreas como Air New Zealand, Finnair e Korean Air foram criticadas por pesar alguns passageiros no portão de embarque para ajudar a calcular peso e balanceamento. Essa prática é um pouco mais comum em aeronaves que transportam poucos passageiros, nas quais uma pequena mudança na distribuição de peso pode afetar a forma como o avião voa.

Mas, mesmo entre grandes companhias aéreas, os esforços para reduzir peso e economizar dinheiro às vezes beiraram o extremo. Há quatro décadas, por exemplo, a American retirou uma única azeitona da salada de cada passageiro, economizando US$ 40 mil por ano em custos de alimentação e combustível.

“As companhias aéreas têm um histórico de vigilância rigorosa sobre a economia de peso das aeronaves, das azeitonas (sem caroço, é claro) ao tipo de papel usado”, diz o relatório. “A circunferência da cintura dos passageiros, até agora, estava fora do controle delas.”

Nenhuma das quatro grandes companhias aéreas comentou.

c.2026 The New York Times Company

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