UTS Rio mira “transformar cenário” do tênis nacional com estrelas e formato inovador
Redação
O torneio UTS (Ultimate Tennis Showdown) terá sua primeira edição no Brasil em julho deste ano, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. A edição do UTS Rio, que terá patrocínio da XP, contará com a presença de tenistas como Nick Kyrgios e Francisco Cerúndolo, e foi trazida para o país como projeto da ODDZ, holding focada em marketing esportivo fundada pelo ex-jogador Ronaldo Nazário.
A competição foi criada pelo francês Patrick Mouratoglou, treinador de Serena Williams por mais de uma década e de outras estrelas do tênis, como Stefanos Tsitsipas e Naomi Osaka. Fora do calendário da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), o torneio também tem regras próprias — da duração das partidas à possibilidade de manifestações da torcida durante os jogos.
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Com bonificação financeira que pode chegar a US$ 400 mil, a premiação varia conforme a colocação final do atleta e seus avanços na chave. Isso, para Farah, ajuda a explicar a presença de nomes bem colocados no ranking da ATP. “A premiação do UTS acaba sendo uma premiação financeira extremamente atrativa e relevante”, diz.
Para além da compensação financeira, o CSO considera que a presença da torcida de forma ativa também cria uma atmosfera diferente para o atleta. “Quando a gente fala do nosso formato, que é intenso, dinâmico, para a torcida é maravilhoso, mas, ao mesmo tempo, o risco de lesão para o atleta é muito menor”, afirma Farah.
Transformação de cenário
A XP, de acordo com o head de live marketing da empresa, Renato Preter, entrou “como sócia” do projeto e já planeja outras iniciativas a partir da parceria — daí o uso da expressão “investidora oficial da competição”. Para Marco Farah, diretor de estratégia da ODDZ, a ideia com a vinda do UTS é promover uma “transformação de cenário” no tênis brasileiro.
Tanto para a ODDZ quanto para a XP, o campeonato de julho é tratado como um “namoro”, e a expectativa é que o “casamento” gere frutos em outros esportes e diferentes experiências.
“O nosso modo de pensar é: onde estão as lacunas do esporte brasileiro? O que o consumidor quer? O que a gente precisa trazer? Porque, de novo, como a gente mencionou no início do papo, o esporte brasileiro é onde nasce, onde cresce e onde se eterniza também muitas coisas”, afirma Farah.
“Qualquer coisa, menos um jogo de exibição”
Muitos fãs do tênis em sua apresentação mais “tradicional” ainda associam o UTS às chamadas exibições. Esses eventos, que não valem pontos pela ATP, costumam ter foco maior em entretenimento e, por isso, são alvo de comparações. Mas o UTS foge um pouco desse formato.
“A exibição é legal, traz entretenimento e tem seu espaço. Só que, para você ver aquela competição em alto nível, o torneio cumpre um papel diferente”, afirma Farah.
Preter conta que, em um primeiro momento, chegou a entender o UTS como algo próximo a uma exibição e, a convite de Farah, assistiu a uma fase do torneio realizada na França neste ano. Segundo ele, a experiência em quadra deixou clara a proposta competitiva do evento e o grau de envolvimento dos atletas, apesar das regras distintas do circuito tradicional. Ele diz ter pensado: “Isso daqui é qualquer coisa, menos um jogo de exibição”.
O regulamento “dinâmico” também se alinha ao tipo de experiência que a XP pretende proporcionar ao público presente no torneio. “O formato, diferente do jogo tradicional, permite conversar durante os pontos, você pode se manifestar”, afirma Preter.
Entre as possibilidades de ativação desenhadas pela XP estão encontros com atletas, participação em atividades em quadra, clínicas com alguns jogadores e até mesmo sessões de mentoria com Mouratoglou.
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