Com a corrida eleitoral ganhando peso, líderes do Congresso já sinalizam que temas de alto desgaste tendem a ficar para depois do recesso de fim de ano e, em muitos casos, para o segundo semestre, quando as campanhas entram no modo “rua” e o plenário se esvazia. O Congresso chega a 2026 com uma fila de propostas que misturam agenda de segurança, embates institucionais e disputas fiscais. Na prática, o calendário eleitoral costuma reduzir o apetite por votações polêmicas, enquanto abre espaço para projetos com apelo regional, baixo risco político e efeitos mais imediatos. O primeiro movimento já apareceu no fim de 2025. A Câmara decidiu deixar para 2026 a votação da PEC da Segurança Pública e das mudanças do Senado no PL Antifacção , após acordo entre líderes do governo e da oposição. A avaliação foi de que não havia ambiente político para enfrentar a resistência de governadores, divergências federativas e disputas com o Judiciário às vésperas de um ano de campanha. O que fica “mai...