A manutenção da taxa de juros em 15% na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) trouxe mais elementos para o mercado projetar o início do ciclo de cortes para dezembro deste ano ou o primeiro trimestre do ano que vem. Porém, as variáveis de 2026 podem fazer com que este ritmo de corte seja mais lento, caso os gastos do governo se intensifiquem, estimulados pela disputa eleitoral. Um estudo de cenários feito pela consultoria Outpod, do economista Carlos Honorato, aponta que a Selic poderá chegar ao final de 2026 a 9,5% (em uma projeção otimista) ou ficar acima de 12% (em cenário pessimista), a depender da postura do governo com os gastos. Neste contexto, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) poderá variar de 1% a 4%, com risco de recessão em 2027 . “Se houver um processo eleitoral complexo e difícil, o governo deve abrir a porta dos gastos. Isso levará ao crescimento [puxado] pela demanda, podendo chegar a 4%, mas depois teremos a inflação e os ju...